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Trabalho em Altura na Mineração: como prevenir riscos e construir uma cultura de segurança inteligente

Quando a rotina do Trabalho em Altura na Mineração se transforma em risco?

trabalho em altura, normas e procedimentos de segurança na mineração

O trabalho em altura na mineração em uma mina a céu aberto, o cenário parece comum: uma equipe realiza manutenção na passarela de uma correia transportadora. Tudo está dentro do cronograma, até que uma rajada de vento muda o rumo da operação.
Em segundos, o que era uma simples tarefa de inspeção se torna um risco de queda.

Casos como esse, infelizmente, não são exceção.
O trabalho em altura na mineração está entre as atividades mais críticas do setor, e exige planejamento, equipamentos confiáveis e, principalmente, uma cultura de segurança ativa.

Segundo o IBRAM, quedas de altura continuam entre os principais incidentes de alto potencial. Por isso, mineradoras têm ampliado suas exigências e investido em tecnologia embarcada e automação para reduzir a exposição de pessoas a riscos.

O que é considerado trabalho em altura na mineração?

A NR-35 define como trabalho em altura toda atividade acima de 2,0 metros do nível inferior com risco de queda.
Parece simples, mas, na prática, esse tipo de tarefa está presente em quase todas as frentes de lavra, manutenções e áreas de processamento.

A norma exige planejamento, autorização, treinamento e supervisão, além de planos de resgate e sistemas de ancoragem certificados.
Em algumas mineradoras, o limite é ainda mais rigoroso. Operações acima de 1,8 metro já demandam protocolos formais de segurança.

Como a NR-35 e a NR-22 se complementam

Enquanto a NR-35 define os critérios mínimos para qualquer trabalho em altura, a NR-22 traz as regras específicas para o ambiente de mineração.

Ela exige que todas as atividades, inclusive as que envolvem altura, estejam sob uma gestão de riscos integrada, com comunicação entre áreas, planos de emergência, bloqueios de energia, e permissões de trabalho (PT) devidamente formalizadas.

Em outras palavras:
Se a atividade ocorre em altura, aplica-se a NR-35.
Se ocorre em uma mina, a NR-22 também precisa estar no centro do planejamento.

Com a revisão de 2024, a NR-22 passou a reforçar a governança de segurança, ampliando o papel da tecnologia e dos sistemas de automação nas estratégias de prevenção.

Da norma à prática: riscos críticos e como controlá-los

Ao analisar dezenas de incidentes, o IBRAM classificou “queda de altura” entre os riscos críticos da mineração, eventos que não podem ser tolerados.
Para cada perigo, há uma consequência provável e um conjunto mínimo de controles.

Perigo observadoConsequência típicaControles recomendados
Borda sem guarda-corpoQueda de nívelEquipamentos de Proteção Coletiva (guarda-corpo, linha de vida, rodapé), PT, inspeção pré-uso
Ancoragem inadequadaFalha do sistema antiquedaInstalação conforme ABNT NBR 16325-1/2; projeto e ART por profissional habilitado
Acesso improvisadoEscorregões/quedaEscadas homologadas, plataformas, APR e PT
Vento forte / chuvaPerda de estabilidadeMonitoramento meteorológico, anemômetros com alarme, comunicação por rádio
Fadiga / falta de treinamentoErro humanoTreinamento NR-35, reciclagem periódica, simulado de resgate

Esses controles mínimos não são apenas exigências legais: são parte da transformação que vem tornando a mineração mais humana, tecnológica e previsível.

Como planejar um trabalho em altura com segurança

Hoje, prevenir é mais do que cumprir norma: é agir com inteligência operacional.
A seguir, um passo a passo prático para garantir conformidade e segurança em campo.

Planejamento

Defina o método de acesso (plataforma, escada, linha de vida, cesta aérea) e estabeleça limites de vento e chuva com base na operação.

Análise de Risco + Permissão de Trabalho

Mapeie todos os perigos e emita a PT com responsáveis, validade e bloqueios necessários.
Use a APR para validar cada controle antes da execução.

Ancoragem e linha de vida

Somente profissionais habilitados podem projetar e validar ancoragens, seguindo a NBR 16325-1/2.
Registre inspeções e mantenha histórico documentado.

EPC e EPI

Combine barreiras coletivas (EPC) — guarda-corpos, redes, plataformas — com proteção individual (EPI) como cintos paraquedistas, talabartes e trava-quedas com absorvedores de impacto.

Capacitação e supervisão

Treinamento NR-35 é obrigatório, com reciclagem e autorização formal.
Durante a execução, mantenha supervisão constante e comunicação ativa entre equipes.

Monitoramento e resgate

Monitore vento, visibilidade e umidade.
Tenha plano de resgate específico, kit de acesso por corda e equipe treinada.

Mais informações sobre controle de riscos em Trabalho em Altura

Checklist de auditoria

Documentos e gestão

  • PT válida e assinada
  • APR atualizada e arquivada
  • Registros de treinamento NR-35 e autorização de trabalhadores
  • Plano de resgate atualizado e simulado recente
  • Integração com NR-22 (comunicação e emergência)

Instalações e equipamentos

  • Ancoragens com projeto/ART e inspeção (NBR 16325)
  • Linhas de vida, escadas e plataformas inspecionadas
  • EPI com CA válido e inspeção pré-uso
  • EPC instalados: guarda-corpo, rodapés, redes e sinalização

Condições operacionais

  • Limiares de vento definidos; anemômetro funcional
  • Isolamento e controle de acesso ativo
  • Supervisão designada; rádio testado

Como a tecnologia ajuda a reduzir riscos

A mineração moderna já entende que tecnologia é parte da prevenção.
Sensores, automação e IoT estão sendo usados para eliminar a exposição de pessoas a situações perigosas.

Anemômetros com alarme — alertam sobre ventos fortes e interrompem automaticamente atividades inseguras.
Inclinômetros — medem o ângulo do terreno e alertam sobre riscos de instabilidade.
Sinalização sem fio (wireless) — comunica áreas isoladas e reduz necessidade de deslocamento físico.
Bafômetro veicular — garante que o condutor esteja apto antes de acessar áreas operacionais.

Esses recursos, quando integrados, formam camadas de proteção inteligentes, ampliando a capacidade de resposta e promovendo uma cultura de segurança baseada em dados.

Cultura de segurança: o novo DNA das mineradoras

Empresas que realmente reduzem acidentes vão além da norma.
Elas entendem que segurança não é só regra, é cultura compartilhada.

Quando operadores, técnicos e gestores se unem em torno de um mesmo propósito, preservar vidas e operar com excelência, o ambiente se transforma.
E o uso de tecnologia, como o monitoramento remoto e a automação embarcada, ajuda a manter essa cultura viva e mensurável.

Principais dúvidas sobre Trabalho em Altura na Mineração

1) A partir de que altura a NR-35 se aplica?
A partir de 2,0 metros do nível inferior com risco de queda. Algumas empresas adotam 1,8 m como medida preventiva.

2) O que é obrigatório na ancoragem?
Seguir a ABNT NBR 16325-1/2, com projeto, instalação e inspeção realizados por profissional habilitado.

3) O que devo incluir no plano de resgate?
Procedimentos, equipe, equipamentos, rotas de evacuação e comunicação. A NR-35 exige resposta imediata.

4) O que diferencia a NR-22 da NR-35?
A NR-35 trata do trabalho em altura em qualquer setor; a NR-22 adapta essas exigências ao contexto da mineração.

5) Como a tecnologia reduz riscos em altura?
Automação e IoT permitem detectar riscos antes da ocorrência, emitindo alertas e parando atividades em tempo real.

Da norma à inovação

O trabalho em altura na mineração não é apenas um desafio técnico, mas um teste constante de cultura e responsabilidade.
Cada vez que um operador se conecta a uma linha de vida, há toda uma rede de decisões, processos e tecnologias garantindo que ele volte em segurança.

Na Mestria, acreditamos que a automação é o novo elo da segurança moderna — uma forma de colocar a inteligência a serviço da vida, integrando o melhor da engenharia e da inovação em um só propósito: prevenir antes de reagir.

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