A mineração é um dos setores mais estratégicos para a economia brasileira, mas também um dos mais desafiadores em termos de segurança ocupacional. Por envolver operações de grande porte, equipamentos pesados e condições de risco elevado, qualquer falha pode resultar em acidentes graves. Para reduzir esses riscos, a Vale desenvolveu as chamadas Regras de Ouro, um conjunto de 10 princípios fundamentais que servem como guia para prevenir acidentes e preservar vidas.
Mais do que normas, as regras de ouro da segurança são práticas universais aplicáveis em diferentes operações de mineração. Seu objetivo é simples: orientar trabalhadores, gestores e contratados a evitarem condutas que comprometem a integridade física, criando um ambiente de trabalho mais seguro, sustentável e eficiente.
Neste artigo, você vai entender o que são as 10 regras de ouro da mineração, como aplicá-las no dia a dia, quais são as regras complementares da NR22 e de que forma tecnologias de segurança embarcada, como inclinômetros, anemômetros e bafômetros veiculares, contribuem para sua efetiva aplicação.
O que são as Regras de Ouro da Segurança

Criadas pela Vale, elas ganharam reconhecimento e foram incorporadas em treinamentos, normas internas e até referências em outras empresas do setor.
O grande diferencial dessas regras é a simplicidade: cada uma começa com a palavra ‘Nunca’, reforçando a proibição de práticas que colocam em risco a vida dos trabalhadores e a continuidade da operação.
As 10 Regras de Ouro da Segurança na Mineração
1 – Álcool e outras drogas
A aptidão física e mental é condição indispensável para a segurança coletiva em mineração. Trabalhar sob o efeito de álcool ou drogas compromete não só o próprio operário, mas todos ao seu redor. Empresas sérias estabelecem políticas claras, realizam testes periódicos e promovem campanhas de conscientização para manter esse risco sob controle.
2 – Trabalho em altura
Atividades realizadas acima de 1,8 m exigem planejamento, autorização formal, treinamento específico, e o uso de cinturões de segurança, pontos de ancoragem e sistemas certificados. A negligência nesse tipo de tarefa coloca em risco quedas graves ou fatais — um aspecto que a norma NR‑22 exige com rigor.
3 – Veículos e equipamentos móveis
A circulação de maquinário pesado, caminhões e equipamentos selvagens em obras de lavra ou beneficiamento demanda autorização, treinamento de operador, dispositivo de segurança (como alarmes, trava de estacionamento, visão 360°) e respeito ao trânsito interno. Esse conjunto evita colisões, atropelamentos e situações de bloqueio que geram acidentes graves.
4 – Bloqueio, Identificação e Zero Energia
Antes de executar manutenção ou intervenção em máquinas e equipamentos, a fonte de energia (elétrica, hidráulica, pneumática, mecânica) deve estar identificada, bloqueada, testada e confirmada na condição “zero energia”. Essa regra evita acionamentos inesperados, liberações de energia e os riscos que deles decorrem — diretamente alinhada com as exigências de instalações, máquinas e equipamentos na NR-22.
5 – Movimentação de cargas suspensas
Permanecer sob uma carga suspensa ou operar equipamentos sem certificação é assumir risco desnecessário. Toda movimentação deve contar com equipamento apropriado, cabo e ganchos certificados, pessoa treinada e área de exclusão definida — para garantir que, se alguma falha ocorrer, não haja exposição de pessoas diretamente abaixo da carga.
6 – Espaço confinado
Trabalhar em espaços confinados (galerias, silos, tubulações, câmaras de pressão, etc.) exige autorização formal, treinamento específico, EPI adequado (como respirador, detector de gás, proteções) e permissão de entrada. Sem essas garantias, o risco de asfixia, intoxicação ou aprisionamento aumenta exponencialmente. A NR-22 aponta esse tipo de risco como crítico.
7 – Áreas restritas
Locais com risco elevado — subestações elétricas, salas de controle, pontos de energia de alta tensão, áreas classificadas — exigem autorização formal de acesso, sinalização clara, EPI específico e treinamento. A entrada não autorizada ou sem atender a esses pré-requisitos pode gerar acidentes de choque, liberação de energia ou incêndios.
8 – Ferramentas e equipamentos
Usar ferramentas improvisadas ou equipamentos defeituosos é abrir margem para falhas operacionais, que podem resultar em cortes, quedas, esmagamentos ou falha no procedimento. É vital que todas as ferramentas sejam certificadas, submetidas a inspeção contínua e somente utilizadas por operadores capacitados.
9 – Análise de risco
Toda atividade deve ser precedida de identificação de riscos (mapeamento, checklist, PGR) e adoção de medidas preventivas, inclusive interrupção da tarefa se o risco for grave e iminente. A regulamentação da mineração exige não só cumprimento das rotinas, mas cultura de vigilância ativa.
10 – Circulação de pessoas
A movimentação de pessoas em áreas operacionais exige atenção total: vias internas, escadas, cruzamentos, locais de tráfego de equipamentos devem estar livres de distrações. Evite usar celular, fones de ouvido ou qualquer dispositivo que desvie sua atenção enquanto estiver em vias, áreas de máquina ou escadas, para prevenir atropelamentos, quedas ou colisões.

O que significa bloqueio e zero energia?
O bloqueio e zero energia é um procedimento essencial de segurança aplicado antes de qualquer atividade de manutenção, inspeção ou limpeza em máquinas e equipamentos. O objetivo é garantir que todas as fontes de energia — elétrica, mecânica, hidráulica, pneumática ou térmica — estejam completamente isoladas, impedindo o acionamento acidental durante a intervenção. Essa prática está prevista em normas como a NR-10 (Segurança em Instalações Elétricas), NR-12 (Segurança em Máquinas e Equipamentos) e NR-22 (Segurança na Mineração), sendo considerada uma das principais barreiras contra acidentes graves e fatais no ambiente industrial.
Nas operações de mineração, o conceito de zero energia está diretamente ligado às Regras de Ouro, especialmente às que envolvem bloqueio, identificação e verificação de fontes energizadas. Quando aplicado corretamente, o bloqueio evita que motores, bombas e transportadores sejam religados durante a manutenção. A Mestria oferece soluções embarcadas que reforçam esse controle, como sistemas de intertravamento eletrônico, sensores de status e monitoramento remoto via telemetria*, permitindo que o gestor visualize em tempo real se o equipamento está energizado ou em condição segura.
Quais são os riscos críticos segundo o IBRAM?
O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) define 13 riscos críticos que exigem controle rigoroso em todas as operações do setor. Esses riscos incluem atividades como bloqueio e isolamento de energia, trabalho em altura, operação de equipamentos móveis, içamento de cargas, trabalho com eletricidade e espaços confinados. Cada um deles representa cenários com alto potencial de gravidade, nos quais a falha de um único procedimento pode resultar em incidentes sérios. O objetivo do programa do IBRAM é padronizar práticas de gestão de risco, fortalecer a cultura de segurança e estimular a adoção de tecnologias que reduzam a exposição de trabalhadores a condições perigosas.
Ao relacionar os riscos críticos do IBRAM às Regras de Ouro, percebe-se uma correspondência direta entre os princípios preventivos e as ações operacionais no campo. Por exemplo, as regras que proíbem o trabalho sob efeito de álcool e drogas, ou a execução de tarefas sem autorização, estão entre as mais eficazes para evitar acidentes associados a condução de veículos, içamento de cargas e falhas humanas. As soluções da Mestria, como bafômetros veiculares inteligentes, sinalizadores luminosos e sistemas de telemetria integrados, auxiliam as mineradoras a cumprir esses requisitos com monitoramento constante e evidências automáticas de conformidade.
Como o uso de inclinômetros ajuda a cumprir a NR-22?
A NR-22 determina que toda atividade de mineração deve adotar medidas de prevenção para eliminar ou reduzir os riscos inerentes às operações com equipamentos móveis e áreas inclinadas. O monitoramento de inclinação é uma das ferramentas mais eficazes nesse contexto, pois permite identificar variações de ângulo, movimentos instáveis e situações que antecedem tombamentos ou derrapagens em caminhões fora de estrada, tratores e basculantes. Ao registrar o grau de inclinação em tempo real, os inclinômetros fornecem dados objetivos para análise de risco e tomada de decisão imediata pelos operadores e supervisores.
Dentro das Regras de Ouro da segurança na mineração, o uso de inclinômetros se conecta às práticas de “nunca operar equipamentos sem dispositivos de segurança” e “respeitar as condições do terreno e regras de trânsito interno”. Os modelos desenvolvidos pela Mestria, como o MX103 e o MX153, possibilitam o monitoramento contínuo de ângulo e a emissão de alertas sonoros ou visuais quando os limites seguros são ultrapassados. Integrados a sistemas embarcados de telemetria, esses dispositivos fortalecem o cumprimento da NR-22 ao proporcionar rastreabilidade, registro automático de eventos e maior confiabilidade operacional.
Regras Complementares da NR22
Além das 10 Regras de Ouro, a NR22 – Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração estabelece diretrizes adicionais que reforçam a proteção dos trabalhadores. Entre elas, destacam-se:
– Controle de ventilação em minas subterrâneas: garantir a circulação de ar adequado e monitoramento de gases nocivos.

– Proteção contra poeiras minerais: adoção de sistemas de exaustão e medidas de redução de poeira, fundamentais para prevenir doenças pulmonares.
– Plano de emergência e evacuação: obrigatoriedade de manter planos atualizados de resposta a emergências, com rotas de fuga claramente sinalizadas.
– Sinalização de segurança: uso de placas, alarmes sonoros e visuais para orientar trabalhadores em diferentes áreas de risco.

– Treinamento periódico: capacitação regular dos trabalhadores, reforçando condutas seguras e procedimentos em situações críticas.
– Gestão de explosivos e produtos químicos: normas específicas para armazenamento, transporte e manuseio, minimizando riscos de explosões e contaminações.
– Controle médico e programas de saúde: acompanhamento da saúde dos trabalhadores, com foco em prevenção de doenças ocupacionais.
As regras de ouro da mineração são mais do que um conjunto de recomendações: representam um compromisso coletivo com a vida. Cada diretriz, quando aplicada corretamente, elimina riscos críticos e fortalece a cultura de segurança.
Ao lado dessas práticas, as regras complementares da NR22 e as tecnologias de monitoramento e controle desenvolvidas pela Mestria oferecem uma camada extra de proteção, garantindo que as normas não fiquem apenas no papel, mas se transformem em ações concretas de prevenção.
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