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Condução de Veículos Rodoviários na Mineração: Controles Críticos para Reduzir Colisões, Capotamentos e Atropelamentos

Quando aplicar controles críticos na condução de veículos rodoviários na mineração?

Na mineração, a condução de veículos rodoviários (carros, caminhonetes, vans, ônibus e caminhões rodoviários) acontece em vias públicas e também em áreas internas — muitas vezes com poeira, baixa visibilidade, tráfego misto e interferência entre pessoas e equipamentos pesados. Nessa realidade, os eventos mais recorrentes tendem a se concentrar em colisões, capotamentos e atropelamentos, e o “pulo do gato” é simples: não tratar direção como rotina, mas como atividade crítica com controles obrigatórios, treinamento e disciplina operacional.

Quando aplicar controles críticos na condução de veículos rodoviários na mineração?

Aplicar controles críticos na condução de veículos rodoviários na mineração pode ser uma tarefa complexa, mas que exige empenho para uma operação mais segura e confiavel

A resposta prática é: antes do problema aparecer. Em operação crítica, controle entra por gatilhos de risco, não por “sensação”:

  • Tráfego misto (veículos leves + pesados + pedestres)
  • Áreas com desnível, rampas, curvas fechadas e piso instável
  • Baixa visibilidade (poeira, chuva, neblina, iluminação inadequada)
  • Pressão de tempo (janela de carregamento/descarga, filas, deslocamentos longos)
  • Condução recorrente (motoristas e operadores expostos diariamente)

Quando o controle na condução de veículos rodoviários é recomendado na operação

É recomendado quando há exposição frequente e alta consequência em caso de erro: rotas com tráfego intenso interno, acessos a frentes de lavra, áreas de manutenção, pátios de carga/descarga e pontos com histórico de quase-acidente.

Decisão rápida: se o cenário combina velocidade + visibilidade limitada + pessoas circulando, você já está no território de controle crítico.

Quando o controle na condução de veículos rodoviários se torna obrigatório

Na prática, torna-se obrigatório quando o risco não pode ser reduzido apenas com orientação verbal e sinalização. Ou seja, quando a empresa precisa de barreiras técnicas e administrativas para garantir que o padrão seja cumprido “mesmo quando ninguém está olhando”:

  • Regras formais de condução + autorização (quem pode dirigir, onde, quando e em que condições)
  • Monitoramento de velocidade e tratamento de desvios
  • Checklist pré-uso como requisito de liberação do veículo
  • Gestão de fadiga/sonolência em trajetos longos ou turnos críticos
  • Segregação física de pessoas e tráfego pesado

Qual norma exige controles na condução de veículos rodoviários (visão genérica + validar compliance)

Sem entrar em NR específica (como combinado), o enquadramento mais seguro e defensável é:

  • Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e PGR: a lógica de identificar perigos, avaliar riscos e implementar medidas de prevenção é uma obrigação de SST nas empresas.
  • Campanhas e diretrizes setoriais: o IBRAM trata “condução de veículos rodoviários” como risco crítico e apresenta controles mínimos recomendados.

O que acontece se esses controles não forem aplicados?

As consequências de não aplicação dos controles podem ser de grave a moderado.

Quando a condução é tratada como “rotina”, o sistema começa a falhar em cascata:

  • Aumento de quase-acidentes (alerta ignorado)
  • Normalização do desvio (velocidade acima do permitido vira padrão)
  • Eventos graves (colisão/capotamento/atropelamento)
  • Paralisações operacionais (investigação, bloqueio de área, indisponibilidade de frota)
  • Exposição jurídica e reputacional (auditorias e incidentes registráveis)

Controles críticos: o que implementar e como operacionalizar

A seguir, os controles mínimos listados no material, traduzidos para implantação real

1) Autorização de trabalho (aptidão, capacitação e treinamento)

Objetivo: garantir que somente pessoas habilitadas conduzam veículos nas atividades controladas.

Como aplicar sem burocracia inútil

  • Lista formal de condutores autorizados (por tipo de veículo e área)
  • Regras por rota/área (onde pode, onde não pode, velocidade e prioridade)
  • Reciclagem periódica + reforço após incidentes

Indicador simples: % de conduções feitas por autorizados (deve ser 100%).


2) Sistema de monitoramento de velocidade

Objetivo: reduzir colisões e capotamentos atacando um fator que, quando sai do controle, derruba qualquer outro esforço.

Como aplicar

  • Monitoramento instalado e calibrado
  • Plano de manutenção do sistema e dos componentes
  • Lista de veículos monitorados + política de tratamento de desvios (educativo → disciplinar)

Boa prática: “sem dado, sem gestão”. Se não mede, não controla.


3) Checklist do veículo (pneus, freios, indicação no painel, cinto, bandeirolas, giroflex e anticolisão)

Objetivo: impedir que o veículo entre em operação com condição degradada.

Como aplicar

  • Checklist pré-uso obrigatório (curto, objetivo, assinável)
  • Bloqueio de uso quando houver item crítico
  • Rotina de inspeção programada para itens recorrentes (freio/pneu/iluminação)

Atenção: checklist não é papel; é critério de liberação.


4) Sistema de detecção de sonolência

Objetivo: atuar no risco de fadiga antes do evento acontecer, especialmente em turnos longos, deslocamentos extensos e horários críticos.

Como aplicar

  • Política de fadiga (jornada/pausa/rodízio) + tecnologia quando aplicável
  • Plano de manutenção do sistema
  • Procedimento claro para tratar eventos (o que fazer quando detectar fadiga)

5) Cinto de segurança: uso obrigatório

Objetivo: reduzir severidade do evento (principalmente em capotamento e colisões).

Como aplicar

  • Regra simples: “sem cinto, sem condução”
  • Auditoria por amostragem + reforço visual
  • Responsabilização clara por descumprimento

6) Presença de leiras de proteção/defensas (exclusivo para minas a céu aberto)

Objetivo: reduzir saída de pista, queda em borda e perda de controle em áreas críticas.

Como aplicar

  • Definir pontos obrigatórios (borda, curvas, rampas, áreas de risco)
  • Inspeção rotineira e manutenção das leiras/defensas
  • Atualização conforme mudança do traçado e condição do terreno

7) Segregação de homem e máquina / veículos leves e veículos pesados

Objetivo: reduzir o risco mais difícil de “consertar depois”: atropelamento e colisão por interferência de fluxos.

Como aplicar

  • Barreiras físicas e rotas separadas quando possível
  • Plano de tráfego interno (mão, preferencial, cruzamentos, pontos cegos)
  • Sinalização + disciplina + fiscalização inteligente (pontos de maior risco)

Se há tráfego misto sem segregação, o risco vira “estatística aguardando data”.

8) Controle complementar – condição do condutor (veículos leves e pesados)

O bafômetro inibidor de ignição

Objetivo: impedir a circulação de veículos quando o condutor não está apto, reduzindo o risco residual em ambientes com tráfego misto.

Como aplicar
• Liberação do veículo condicionada a teste negativo com bafômetro com inibidor de ignição (ex.: ETX103)
• Atuação preventiva em cruzamentos, áreas de pedestres e pontos cegos
• Geração de registro objetivo para auditoria e GRO/PGR

Mesmo com segregação física, condutor inapto transforma risco controlado em evento provável. Controle entra antes da chave girar.

7 controles críticos na condução de veículos na Mineração

Exemplo real de operação

Em uma mina a céu aberto, caminhonetes de supervisão circulam próximas a caminhões e equipamentos pesados em via com poeira e curva fechada. A operação decide aplicar monitoramento de velocidade, segregação por rota, leiras no trecho crítico e checklist pré-uso como critério de liberação, reduzindo quase-acidentes e paradas por incidentes.

Checklist técnico para controle da condução de veículos rodoviários na mineração

  • Definir matriz de autorização de condutores por área e tipo de veículo
  • Implementar monitoramento de velocidade com critérios de alarme e tratamento de desvios
  • Aplicar checklist pré-uso como regra de liberação (freios, pneus, painel, cinto, giroflex/anticolisão)
  • Validar política de fadiga e integrar detecção de sonolência quando aplicável
  • Garantir uso obrigatório do cinto com auditoria e regra operacional
  • Instalar e manter leiras/defensas em trechos críticos (minas a céu aberto)
  • Segregar fluxos de pedestres, leves e pesados com plano de tráfego e barreiras
  • Revisar controles após mudanças de rota, quase-acidentes ou incidentes

Na prática, empresas tendem a combinar controles administrativos (autorização, regras, plano de tráfego) com controles técnicos (monitoramento, alarmes, dispositivos embarcados e procedimentos de bloqueio/alerta). Se sua operação precisa evoluir de regra para controle verificável, a Mestria pode apoiar com engenharia de aplicação e desenho do conjunto de controles adequados ao seu cenário.

Se sua operação tem tráfego misto, baixa visibilidade, rotas críticas ou histórico de quase-acidentes, uma avaliação técnica pode ajudar a definir quais controles são recomendados ou necessários para reduzir colisões, capotamentos e atropelamentos.

Entre em contato com o time da Mestria e avalie tecnicamente a melhor solução para sua operação.

 vendas1@mestria.com.br
 (31) 3292-6525
 WhatsApp: (31) 99705-8300

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